Vinologique

Porque a vida é curta para beber vinho ruim – tudo sobre o mundo dos vinhos para iniciantes de um jeito simples e sem frescuras!


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Rapidinha: trazendo vinhos na mala

A rapidinha de hoje é um adendo ao post anterior. E pra trazer vinho comprado em uma viagem, como faz?

Acho que comprar garrafas em viagens é um dos melhores jeitos de curtir rótulos que não são atualmente importados para o Brasil – além de ser uma ótima lembrança do local visitado. Trazê-las de fora do Brasil é permitido por lei, respeitando o limite de até 12 litros por pessoa – o equivalente a 16 garrafas de vinho padrão (750 ml) !! 😀

A melhor forma de embalar depende do número de garrafas que você vai trazer. Se forem poucas, vale enrolá-las bem em roupas, plástico bolha (que pode ser fornecido pela loja ou levado já daqui, se já tiver essa intenção desde o começo) ou comprar um protetor de garrafas como estes das fotos abaixo para ter mais segurança:

Vinni Bagwine skin

Já se quiser esgotar a sua cota, o melhor é despachá-los. A companhia aérea vai dizer que não se responsabiliza, então na loja peça para embalarem uma caixa à prova de terremotos, furacões, tsunamis e afins rs – eu já trouxe e elas chegaram intactas. Ou, melhor ainda, já existem no mercado malas totalmente forradas feitas para o transporte de garrafas em total segurança. Não são baratas, mas para quem sempre traz muitas garrafas pode valer a pena o investimento. A Winefit é um dos fabricantes por aqui.

Saúde, santé, cheers, salud !

Ps: lembre-se que assim como qualquer mercadoria adquirida fora do Brasil, os vinhos estão sujeitos a tributação de acordo com os limites estabelecidos pela alfândega (US$ 500 por pessoa atualmente que entra no país de avião).

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Vinho de supermercado

Supermercado é um bom lugar pra comprar vinho? Dependendo da loja e do tipo de vinho, pode até ser. Mas preste atenção em alguns fatores quando estiver na loja:

Armazenamento: em um dos posts anteriores falei que vinho oxidado é um dos defeitos que um vinho pode ter caso não seja bem armazenado. As garrafas com rolha precisam passar a maior parte do tempo deitadas, para que ela não resseque e o ar não entre em contato com o vinho (os vinhos que não são de rolha podem ficar na vertical sem problemas). Além disso, a iluminação não deve ser forte nem direta e a temperatura também deve ser controlada, mantida sempre em torno de 15 graus celsius. Em geral, a realidade dos supermercados fica bem longe disso.

Variedade: lojas especializadas em bebidas costumam ter uma variedade de rótulos maior e mais interessante para quem gosta de experimentar coisas novas.

Assistência: ter um sommelier à disposição para auxiliá-lo na escolha é sempre vantajoso. Ele vai conhecer o portfólio da loja e saberá recomendar um vinho dentro dos seus gostos e faixa de preço.

Baixo giro: como comentei em uma das rapidinhas, poucos vinhos são feitos para envelhecer. Se a loja não tem vendas suficientes para comprar garrafas novas com frequência, o risco de você comprar um vinho que já passou da hora de ser consumido é mais alto.

Loja da rede Pão de Açúcar, publicada no site da Veja SP em 24/01/2013. Foto de Luis Ushirobira.

Loja da rede Pão de Açúcar, publicada no site da Veja SP em 24/01/2013. Foto de Luis Ushirobira.

É claro que existem supermercados mais finos que vão armazenar as garrafas corretamente, ter uma boa variedade e um sommelier que poderá auxiliá-lo a encontrar um vinho do seu gosto, mas são a minoria. Em geral, vale mais a pena comprar vinhos em lojas especializadas ou até direto das importadoras (muitas já vendem online, inclusive).

De qualquer maneira, sei que a comodidade fala mais alto na hora de comprar e eu mesma já aproveitei a visita ao supermercado pra levar uma garrafa ou outra. Nestes casos, recomendo comprar vinhos mais simples – giram mais, e costumam ser repostos com mais frequência (além do prejuízo ser menor caso a garrafa não esteja boa).

Então da próxima vez que for fazer compras, que tal ver se a loja é um bom fornecedor pra sua adega ? Boas compras ! 🙂

Saúde, santé, cheers, salud !


6 Comentários

Que bom pra você !

Ok, agora sim voltando ao que interessa: VINHOS !!! Outra questão super comum é: na hora de comprar um rótulo que não conheço, como eu vou saber se este vinho é bom?

Já adianto que essa é uma pergunta que eu não vou conseguir responder fácil. Quer dizer, claro que existem indicadores da qualidade de um vinho, mas em primeiro lugar, gosto é totalmente pessoal ! Eu mesma já provei vinhos renomados (e caro$$$$) que não eram do meu gosto, mas ainda assim eram famosos e bem avaliados como bons exemplares de seu gênero.

O fato de eu não ter gostado (ou você) não questiona a qualidade do vinho em si. Sabe quando falei dos aromas ? Eu não sou muito fã de maracujá, por exemplo. Qualquer vinho branco que tenha um aroma muito forte de maracujá provavelmente não vai ser dos mais agradáveis pro meu paladar. Do mesmo jeito que você pode amar maracujá e vai achar o mesmo vinho incrível. A percepção também é muito pessoal, um aroma intenso para uns pode ser fraco para outros – vejo isso acontecer com comida o tempo todo.

Em relação à qualidade, existem sim vinhos com melhor reputação que outros, feitos em regiões mais propícias à produção, com uvas melhores, processos de fabricação mais elaborados, etc, mas nem sempre é o vinho mais caro que mais agrada.

E como saber se vc vai gostar de um vinho ou não ? Basta abrir a garrafa e tomá-lo ! 🙂 – não me xingue, to falando sério !!!

Fotinho pra descontrair - 2008 nas Caves da Moet & Chandon - região de Champagne

Fotinho pra descontrair – 2008 nas Caves da Moet & Chandon – região de Champagne

 

 O único jeito 100% infalível de saber se você vai gostar é provando. Se não conhece o rótulo, sempre é uma aposta – o truque é buscar pistas pra minimizar o seu risco. Se você gosta de vinhos e bebe com uma certa regularidade vai acabar percebendo que tem preferências. Pode ser uma uva, um produtor, uma região… Quanto mais vinhos diferentes você experimentar, mais vai desenvolver o seu olfato e paladar para identificar aromas prazerosos.

E claro que existem vinhos ruins – vou chamá-los aqui de vinhos com defeitos. Pense neles como os vinhos que, independente do gosto de cada um, todas as pessoas que o bebessem achariam ruim. São problemas criados na maioria das vezes pela armazenagem incorreta da garrafa e costumam ser fáceis de identificar. Mas isso explico outro dia…

Ah, ter memória boa também é importante: se gostar muito de um vinho (ou se não gostar), anote o nome e a uva. Tente perceber exatamente o que chamou sua atenção, para bem ou para mal. Assim da próxima vez que for escolher uma garrafa você já tem uma referência de partida. Mas desenvolver a lista de vinhos preferidos é uma missão – das mais agradáveis, aliás – que não pode ser terceirizada.

Última dica: muitos produtores ao importar vinho para o Brasil incluem um contrarrótulo. Às vezes eles indicam os aromas que você vai encontrar no vinho e você pode usar estas informações como guia, procurando por aromas familiares. E em todo caso, a maioria das lojas especializadas e restaurantes têm Sommeliers à disposição que podem ajudá-lo na escolha. Não tenha vergonha de perguntar, estamos aí pra isso !!! 🙂

E você, já tomou um vinho que não gostou?

Saúde, santé, cheers, salud !