Vinologique

Porque a vida é curta para beber vinho ruim – tudo sobre o mundo dos vinhos para iniciantes de um jeito simples e sem frescuras!

A casa dos naturebas

5 Comentários

Tentei não escrever um livro em vez de um post hoje, mas foi difícil controlar a empolgação….prometo que você vai gostar!!

Em primeiro lugar, adorei o interesse ontem pelo post sobre os vinhos laranja!!! 🙂 Recebi vários comentários aqui e fora pedindo recomendações de rótulo, de onde encontrar… Bom, a minha experiência com vinhos laranja ainda é bem iniciante, confesso. Mas nosso primeiro encontro foi definitivamente muito feliz e em um dos ambientes mais queridos de São Paulo: a Enoteca Saint Vinsaint, na Vila Olímpia, há algumas semanas.

O ambiente parece mais uma casa do que um restaurante. Casa daquelas que passa uma sensação de conforto, super aconchegante. Bem decorada nos mínimos detalhes e ao mesmo tempo passando aquela sensação de que tudo foi se encaixando por acaso, surgindo aos pouquinhos. Me mudaria para lá num piscar de olhos, fiquei apaixonada!!

Alguns ambientes do Saint Vin Saint

Alguns ambientes do Saint Vin Saint

O lugar é pequeno, como deveria ser. O cardápio, sazonal, seguindo a linha de comida de verdade, orgânica, feita com carinho e ingredientes da melhor qualidade, escolhidos um a um. A carta de vinhos sem rótulos óbvios, cheia de orgânicos, biodinâmicos (vou explicar a diferença em um post futuro, prometo), laranjas – naturebas, como são carinhosamente chamados por ali. Me senti mega à vontade, e ao mesmo tempo parecia que estava saindo para jantar pela primeira vez na vida, de tão novo que era tudo para os meus sentidos.

Sinceramente, não sabia por onde começar a escolher um vinho ali. Um amigo que frequenta o Saint Vinsaint tinha me recomendado um rótulo que, infelizmente, não estava disponível no dia. Aceitei a sugestão do garçom que nos atendia e pedi um vinho laranja brasileiro, feito com a uva Malvasia do produtor Eduardo Zenker, na região de Garibaldi, RS.

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A garrafa era assim, sem rótulo. O vinho tinha uma cor linda, meio alaranjada e um pouco turvo – o que é comum em vinhos orgânicos e não significa que ele estava com defeitos, pois não é filtrado. O aroma era intenso,  puro mamão e flores brancas. Imaginei que na boca seria um vinho levinho, quase doce. Ao provar, que surpresa! Um vinho mais cítrico, floral e bastante ácido.  Fiquei completamente encantada e positivamente supresa.

Já que o assunto aqui é vinho, vou terminar a narrativa dizendo que todo o resto foi perfeito. Os pratos, a sobremesa <3, o show de Jazz (que eu nem sabia que ia ter quando decidi ir até lá) e a atenção da queridíssima Lis Cereja, a linda idealizadora, chef, sommelière e dona desse lugar incrível que ganhou meu coração.

Entradinha: abobrinha branca gigante servida com queijo e molho de mel. Prato: Arroz negro com shitake, cenoura, pupunha e tomate. Sobremesa: creme brulée ao Champagne ! <3

Entradinha: abobrinha branca gigante servida com queijo e molho de mel. Prato: Arroz negro com shitake, cenoura, pupunha e tomate. Sobremesa: creme brulée ao Champagne ! ❤

Resumindo: se estiver em São Paulo, faça uma reserva e corra pra conhecer o Saint Vinsaint. Se não estiver, entre no site da enoteca e compre os vinhos laranja pra tomar em casa!! 😀

Saúde, santé, cheers, salud!

ps: eles não aceitam cartão de crédito, então vá preparado com débito ou dinheiro, ok?!

Autor: Vinologique

Tudo sobre o mundo dos vinhos para iniciantes de um jeito simples e sem frescuras!

5 pensamentos sobre “A casa dos naturebas

  1. E depois desse post, fui correndo ate um amigo de Garibaldi que, gentilmente, acionou seus contatos gauchos e me conseguiu uma garrafa desse vinho laranja! Surpreendente é a palavra!
    Senti cheiro unico de lichia e, qdo caiu na boca, um vinho seco extremamente agradavel q deixa aquele sabor de lichia na boca! Pode!?
    Valeu demais a dica e a experiencia!

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  2. Pingback: Na ponta da língua | Vinologique

  3. Tenho muita vontade de conhecer este lugar, pena que não moro em São Paulo.

    Mas me diga, se há vinhos tintoS, brancoS, roséS, por que dizer “vinhos laranja”, e não laranjaS?

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi Jo! Que bom que gostou do Saint Vinsaint, recomendo programar uma visita se passar por São Paulo! 🙂
      Quanto ao porquê de vinhos laranja e não laranjaS, no plural, também fiquei um pouquinho em dúvida e achei que laranjas soava um pouco estranho. Fui pesquisar e descobri que alguns substantivos não têm plural quando são usados como adjetivo para caracterizar uma cor, como cinza, prata, turquesa – e laranja também faz parte da lista. 😉

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